04 julho, 2012

A minha vida escrita e não sabida... I


Desde pequeno que soube o significado da palavra sofrer, ainda bem pequeno, bem jovem, sem ter feito mal algum a alguém a vida mostrou que a minha vida seria aquela, hoje olhas e vês um rapaz feliz, mas por dentro sou um rapaz infeliz, desde pequeno que não sei o que é ter um pai o que é ter o amor de pai, as brincadeiras com um pai.
Sempre tive o amor de mãe, por enorme que fosse e ainda é sempre senti falta de amor de pai, tive sempre meu irmão a meu lado, nem sempre fomos o que somos hoje, andávamos sempre a chapada e a discutir um com o outro, hoje em dia orgulho-me de dizer que o meu irmão é o meu melhor amigo.
A vida nunca sorriu a minha família, a minha mãe sempre trabalhou para ajudar-me a mim e aos meu irmão, o meu avó sempre ajudou, sempre se importou, morei em sítios que quem olha para mim nem pensa nem sonha, vivi em condições que ninguém gostaria de viver ainda bem pequeno vivi num terreno que a minha bisavó tinha, um terreno com uma casa, que tinha um pombal no 1º andar, casa essa que não tinha luz, não tinha água quente, não tinha lugar para tomar banho, tinha uma casa de banho minúscula, a casa devido a ser num terreno tinha imensos bichos, desde aranhas, a baratas, a ratos etc…
Algo que nunca faltou foi comida na mesa, a minha mãe juntou-se com um homem que hoje em dia e já à alguns anos chamo de pai, que viveu ainda nessas condições por amar a minha mãe, homem esse que não teve medo de assumir a mim e ao meu irmão, homem esse que admiro imenso.
Ainda bem antes de chegar à escola primária lembro-me da violência que se vivia na casa dos meus avos, o meu avó apanhava bebedeiras e ia para casa descarregar na minha avô sempre cresci com a revolta da vida não sorrir à minha família, de raiva pelo que o meu avó sempre fez à minha avô de raiva pelo que o meu pai fez a mim e ao meu irmão.

Nota: Parte 1 do livro, vou fazendo por partes para ser mais fácil.

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